O Acervo de Prontuários do Manicômio Judiciário do Estado de São Paulo (1897-1952): Fonte para o trabalho do historiador

INTRODUÇÃO
Em 1904, foi inaugurado o Hospício Central do Juquery, no atual município de Franco da Rocha. Para ele foram transferidos os internos do estado, sob a orientação intelectual do psiquiatra Francisco Franco da Rocha. Parte do complexo do Hospício passou a abrigar também o Manicômio Judiciário, destinado à custodia e tratamento de criminosos diagnosticados como doentes mentais.

OBJETIVOS
O projeto, desenvolvido pelo Grupo PET-História/UNIFESP, tem por objetivo a produção de um instrumento de pesquisa e posterior análise dos dados contidos no acervo de prontuários do Manicômio Judiciário, entre as datas limite entre 1897 a 1930. Tal documentação encontra-se no acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP).
A partir daí, numerosos estudos de casos serão possíveis, entre eles os relativos à nacionalidade dos internos; cor/etnia; credo religioso; considerações acerca de suas evoluções, bem como do tempo de internação; História da Psiquiatria e suas transformações no período recortado, além de possíveis correlações entre a periodização da história política do país e a intensificação de internações de indivíduos de determinados perfis.

METODOLOGIA
Desenvolvemos leituras sobre a Arquivologia, História, Antropologia e Psiquiatria, a fim de produzir textos historiográficos nos quais refletiremos sobre as possibilidades advindas da produção de um instrumento de pesquisa do acervo e do conteúdo dos documentos.
São dedicadas horas semanais ao APESP, estabelecidas no contato entre a instituição e o grupo PET, para o preenchimento da planilha de dados a partir da leitura dos prontuários. Organizamos reuniões de estudos periódicas para discussões e leituras sobre os temas acima mencionados.

RESULTADOS PARCIAIS E CONCLUSÃO
Já foi concluída a fase de inserção dos dados na planilha. Este projeto permite ampliar o contato dos estudantes com as fontes arquivísticas, item essencial à formação do historiador. Pretende-se, ao final do projeto, para além de produzir um instrumento de pesquisa a partir dos registros contidos nos prontuários, publicá-lo em meio a ser estabelecido no decorrer da parceria com o APESP, bem como a produção de textos historiográficos de análise da documentação.

REFERÊNCIAS
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro: FGV, 2004.
BRASIL. Lei de nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, sobre o acesso a informações.
CUNHA, Maria Clementina Pereira. O espelho do mundo – Juquery, a história de um asilo. São Paulo: Paz e Terra, 1986.
VACARO, Juliana Suckow. A Construção do Moderno e da Loucura: Mulheres no Sanatório Pinel de Pirituba (1929 – 1944). 2011.

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