Estudo do Meio – Relato

No dia 28 e 29 de Maio, fizemos, junto com a turma de Estágio Supervisionado I de História da Unifesp, o Estudo do Meio, no centro da cidade de Guarulhos. Segue o relato da experiência.

Como auxiliares na construção de um guia de estudos do meio percebemos questões e fatos ocorridos tanto na produção desse trabalho, como na prática do mesmo, que nos trazem novas experiências quanto ao ensino de História, pois esse método também implica em uma reflexão quanto ensinar determinados conteúdos, para alunos em diferentes faixas etárias.

Sendo assim, delimitamos o estudo do meio em alguns pontos de grande relevância para se entender o patrimônio e a história locais. Dentre esses locais, escolhemos a Praça Getúlio Vargas, o Marco Zero da Cidade, o local onde se localizava a antiga fábrica de tecidos Carbonel, a Praça Quarto Centenário, onde se localizava a Estação Guarulhos do Trem da Cantareira e o Centro Cultural Adamastor, antiga fábrica de tecidos com o mesmo nome. A escolha desses mesmos locais foi resultado de uma visita prévia, onde determinados pontos nesses espaços foram problematizados e pensados.

Na etapa prática, achamos conveniente estimular os alunos a entrevistar pessoas no primeiro local e a observar o que ali se encontrava. Quando posto em prática, os alunos notaram pontos que as vezes passaram despercebidos por nós mesmos, questionaram objetos e construções e tentaram analisar formas de monumentos e resquícios de época ainda presentes. Isso nos mostra que os alunos podem levantar questões por si mesmos e que devemos respeitar a curiosidade dos mesmos, caso esse pensado agora no caso de alunos de uma escola.

A medida em que falávamos, percebemos que a atenção dos alunos não se desviavam e sua curiosidade também atinava para traços presentes também em seu entrono, assim como reflexões acerca de preservação e do que pode ter resistido ao processo de verticalização da cidade.

Em outro momento, essa questão voltou a ser retomada quando foi apontado o local onde antes se encontrava a Indústria Carbonel e que hoje é espaço para a construção de um conjunto de edifícios residenciais. Também pensam em preservação na antiga Estação, pois essa está inteira, mas seu estado de preservação não é bom, assim como no fato de a linha do trem ter se tornado uma avenida que preserva o seu percurso e que suscita a questão acerca da preservação e memória de determinados locais.

No final, discutimos o que seria patrimônio industrial e o definimos como não apenas as indústrias, mas também toda construção que remeta à produção industrial ou as mudanças ocorridas em determinados locais devido ao processo de industrialização de determinadas regiões, dentre essas construções podemos citar estações de trem, escolas, casas, oficinas e tudo que se relacione com os pontos ditos acima. Nesse momento, a questão levantada foi sobre como preservar uma construção: se deve preservar apenas o espaço ou também manter os traços que revelem sua memória, o que não remete necessariamente a uma sacralização do patrimônio edificado.

Sendo assim, podemos ver que o Estudo do Meio auxiliou aqueles que o produziram a praticar a transmissão de conhecimentos, além de observar a reação das pessoas quanto a determinados traços presentes nos locais visitados e as curiosidades existentes sobre os mesmos. Devemos levar em consideração que essa transmissão de conhecimentos seria um exercício de retórica, visto que trabalhamos com alunos universitários, ou seja, com suas faixas etárias próximas ou iguais às nossas o que seria diferente no caso de alunos de escolas, pois para ensinar e manter uma comunicação com os mesmos deveríamos adaptar nossa fala à idade deles .

Roger Camacho


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